Quinta-feira, 9 de Agosto de 2007

1 história de ficção científica que escrevi em pequena...(2ª. part)

Pasadelo ou Realidade
parte 2
Vénus é um planeta que só tinha à superfície pântanos e rochas. O ar é respirável, mas não há sinal de vida. Os únicos sinais de movimento são muitos comboios que passam. Ambos, nessa altura, vestem camisas e calças de camuflado e botas.
Repentinamente, como se não aparecesse de parte alguma, passa um comboio que ao passar os suga. Encontram-se dentro do comboio e com uma espécie de deserto que estava sem nada nem ninguém.
           À sua frente estava um remoinho cercado por muitas serpentes-robots.
         Só vêem tudo isto em questão de segundos, porque perdem ambos os sentidos, sem saberem porquê.
        Quando acordaram, sob a terra Olivier estava acorrentado a uma parede, isto é, a uma rocha. E Sarah luxuosamente vestida e deitada num canapé brocado a ouro.
        Sarah, olha espantada para Olivier, impedida de qualquer movimento e só pode falar.
            - Porque estamos nós no subsolo ? Porque estou assim e deitada? Porque estás tu acorrentado? - pergunta Sarah assustada.
            - Não sei, mas em breve saberemos.
        Ainda ele não tinha acabado a frase, já apareciam umas vinte mulheres entre as quais uma se destacava por trazer um brasão ao pescoço. Loira, com os cabelos soltos até às ancas, uma espécie de lençol de seda rosa claro até aos pés, justo ao seu corpo esguio, delgado e bem delineado. Seus pés e mãos são de uma formosura sem par.
        Todas as mulheres rodeiam Sarah, fazendo-lhe toda a espécie de perguntas. A única que se chegou perto de Olivier, foi a loira de olhos negros. Falando-lhe deste modo:
            - Saguigiro sásá? - diz ela.
            - Não percebo!?...- exclama Olivier.
            - Oh, desculpe, pensei que fosse desta zona, mas afinal é estrangeiro!
            - Claro que sou! Chamo-me Olivier Louvre Vonspydirsheman, tenho 19 anos, filho de mãe francesa e pai alemão, moro no planeta Terra, no Estados Unidos da América, em Boond Street nº12 em Chicago. E você?
        - Quem faz perguntas aqui sou eu! Mas como vejo não pertence a Osmur, chamo-me Zelda III filha da xeika Zelda II. Contudo o meu verdadeiro nome é Zelda Kishan Kamur Osmur.
            - O que é Osmur? O que é xeika? que nome tão esquisito!... Onde estou? Porque estou acorrentado? – pergunta Olivier aflito.
            - Calma, uma de cada vez! 1º - Osmur é aquilo a que vocês terráqueos chamam Vénus. Qual era a 2ª ? Ah! Já sei, xeika é aquilo a que vocês chamam Raínha. O meu nome é esquisito porque continuo com o meu kisharasmar e enquanto não casar continuo a ser Kasmir! E portanto significa que todas aquelas raparigas são minhas irmãs e só três é que são minhas primas.
            - O que é Kasmir?
            - Significa o mesmo que princesa.
            - Então não preciso de perguntar onde estou! Só quero saber é porque não vejo nenhum homem?
            - Porque os xibans só existem nos rámires.      
            - O que significa rámires e xibans?
            - Xibans - homens; rámires são haréns.
            - Haréns!? Mas os haréns são ao contrário!... Onde já se viu uma mulher ter uns vinte ou trinta maridos?
            - Harém não é bem isso. Harém é o seguinte: as mulheres só têm três maridos mas podem escolher os lovers (amantes), como vocês americanos dizem, que quiserem.
            - Mas como sabe a minha língua?
            - Simples, bastou-me captar o som para a minha katur dizer que língua é. Já sei, katur é o cérebro.
            - Porque estou assim acorrentado?
            - Porque é o meu único exemplar masculino e porque somos meio parecidos!
            - Porque diz isso com um misto de curiosidade, medo e espanto?
            - Porque não existem xibans loiros em Osmur! e também acontece o mesmo com os seus olhos e com os daquela moça. A propósito, quem é ela? sua dona?
            - Não! claro que não. É minha namorada, chama-se Sarah Richardson e tem 17 anos.
            - O que é isso de namorada?
            - É, quer dizer, existe na Terra uma coisa chamada amor, que é algo que uma pessoa sente por outra e as une fortemente, apaixonando-se, namorando e, se derem bem e resolverem que ainda se sentem felizes um com o outro, por vezes resolvem casar. Percebeu, Zelda?           
            - Mais ou menos, vou mandar que o soltem. - diz Zelda rancorosa. - Chachasá!
             E logo todas as mulheres que rodeavam Sarah, correram para Olivier como aves de rapina correndo para a vítima. Finalmente solto, Olivier vislumbra uma porta que até então não tinha visto, por não estar ao alcance da sua vista, quando amarrado. Disfarçadamente chega-se ao pé Sarah quando todas saem.
            - Sarah - sussurra ao seu ouvido - temos que fugir deste antro de doidas! Dá-me a mão. - e desatam a correr porta fora. Correm por túneis cujo chão estava cheio de lama, mas tendo uma espécie de juncos entrançados para facilitar a passagem. Como Sarah estava descalça e como não sabia que a dita lama era uma espécie de magma, põe o pé mal e escorrega ficando com graves queimaduras no pé e começa a chorar. Então Olivier pega nela e ao pegar nela, elevam-se os dois e a rocha abre-se num remoinho de areia cheio de serpentes-robots. Olivier diz a Sarah que não demonstre medo e ambos conseguem sair do local. Olivier lembra-se então que basta que ele e Sarah se juntem e pensem ambos no mesmo, para que a Terra lhes envie tudo o que precisem. Então diz a Sarah que pense em pistolas-metrelhadoras, numa nave-automóvel, mantimentos, ligaduras para o pé de Sarah e o tratamento necessário, mochilas com roupa e mantas, sacos para amostras, facas; material de detecção radioactiva e uma câmara de filmar.(note-se que cada hora que se passava na Terra, era um dia em Vénus).
            Imediatamente têm tudo o que necessitam e metem tudo na nave-automóvel. Dentro da nave, Olivier trata do pé de Sarah e mudam de roupa. Então arrancam e vagueiam pelo planeta filmando e retirando amostras e verificando se alguma coisa tinha radioactividade. Tanto andaram que a dado momento na superfície de Vénus descobriram dois homens a acenar-lhes. Olivier pousa a nave e os dois homens entram e mal entram, a escotilha rapidamente atrás deles se fecha. O primeiro é ruivo com uma grande barba e com porte hercúleo, um homem já com trinta anos. O outro é baixinho e parece ser chinês. Mais tarde vêm a saber que um era russo e o outro era japonês.
            - Por favor, tirem-nos desta terra maldita!- dizia o primeiro aflitíssimo e em seguida dizendo-lhes que se chamava Boris Vladmiroscove e que a sua nave espacial e do seu amigo se tinha despenhado e ali caído. Vinham de Marte e de regresso à Terra à cerca de 15 anos. Então o baixinho diz:
            - Shim,shim! - diz apoiando as palavras do amigo. com um leve sotaque.- Eu sele Shin Shau e ele tem toda a razão. Eu não aguentale mais isto. por favole, ajudem-nos.
            - Querem voltar imediatamente para a Terra?
            - Sim! - diz Boris.
            - Sim - exclama Shin Shau.
            - Então, Sarah vamos comunicar? Pensa que estes dois senhores querem ir para a Terra e que nós em breve regressaremos.- rapidamente são informados de que Olivier pode carregar no botão para que o russo e o japonês fossem para a Terra.
            - Antes de se irem embora, queria fazer uma pergunta, porque é que um chinês e um russo pararam aqui? - pergunta Olivier curioso.
            - Eu não sele chinês, eu sele japonês - replica logo.
            - Desculpe!
- Ficámos sem combustível e a nave de propulsão não pegou até que caiu.
- Mas então, com uma viagem tão longa, não trazem combustível que chegue para a viagem toda? Isso é uma loucura!
            - Pois é, mas não foi culpa nossa. A nave começou a perder combustivel do depósito e o nosso mecânico tinha adoecido de tal forma que acabou por falecer sem que nada podessemos fazer e não tinhamos quem nos arranjasse a fuga de combustível. – responde o russo.
            - Lamento saber disso. Bem, então até à vista! - instantaneamente o russo e o japonês desaparecem depois de lhes ter sido recomendado para que pensem na Terra.
            - Finalmente sós! - diz Sarah satisfeita. Nessa altura sobrevoam sobre um deserto abrasador. de repente...
            - Estamos a ser perseguidos por cavalos-robots - exclama Olivier que tinha visto pelo espelho retrovisor. Sarah deu uma olhadela e...
            - Estão a atirar sobre nós, disparo com a pistola-metrelhadora ou com o raio laser?
            - Laser! - responde. E Sarah começa a disparar e os primeiros cavaleiros começam a cair. Por fim já estavam todos no chão mas repentinamente a escotilha abre-se e aparece uma amazona a apontar uma arma mais parecida com um garfo a Sarah. Sarah, como que hipnotizada, deita fora o laser e dirige-se para a mulher. Antes que Olivier percebesse o que se passava já ambas tinham desaparecido. Então, depois de ter sobrevoado a área um pouco, reduz tudo, inclusive a nave de maneira a que tudo coubesse dentro do seu bolso e caminhou lentamente, triste através do deserto até que se depara com um remoinho com serpentes-robots e mete-se no meio, depois como se tivesse levado um choque recua, mas de novo avança, para tornar a recuar. Isto dura uns dez minutos até se decidir. Entra então pelo remoinho dentro. Mas pouca sorte: só tem tempo de ver Sarah numa mesa de esplanada com três morenas, uma das quais com um brasão diferente do de Zelda mas também muito estranho (o de Zelda tinha monstros) é uma espécie de serpente sobre uma flor.
            Repentinamente como que de todos os lados foi alvejado e cai redondo no chão. Uma das morenas pede o seguinte a outra que estava ao lado:
            - Kafir, tira-lhe as balas atorduadoras por favor, faz isso por Sarah pois ela ajudou-nos e ensinou-nos muitas coisas. É certo que Osmur é mais avançada que a Terra, mas a Terra tem algo que cá nunca houve como o amor, a paixão, a paz, a amizade e para que nós sejamos felizes teremos que tentar o que nunca tentámos até hoje.
            Sarah interveio:
            - Salve-o e nós os dois faremos tudo para a ajudar.
            - Não, não é necessário. Zocaren!(médicos) tirem-lhe as balas e devolvam-lhe a vida! - disse a moça e continuando - reconheço o que a minha irmã disse. Assim que ele esteja bom, voltam para o vosso mundo, e quando a tal máquina puder transportar de Osmur para a Terra, prometo que vos visitarei, está bem?
            - Claro!
            Dois dias depois (tempo de Vénus) Olivier já está restabelecido e enquanto esteve inconsciente deram-lhe informações mais precisas acerca de Vénus. Por exemplo Vénus fora em tempos parecida com a Terra (aspecto físico) mas por qualquer erro de cálculo naquele tempo, aproximaram-se demais do Sol e Vénus começou a desertificar pois todas as espécies de origem animal e vegetal morreram com o excessivo calor. Contudo e por sorte, é que todas as casas estavam a um nível abaixo do solo e debaixo das casas haviam refúgios em todas as cidades devido a ataques piratas e então a população prevenira-se contra os ataques o que acabou por ser fulcral para a sua sobrevivência. Só alguns cientistas arriscaram ficar à superfície e claro está, morreram. Nessa altura estavam a descobrir o que era o amor, mas, então os homens desconfiavam das mulheres e vice-versa, no entanto as mulheres eram em menor quantidade mas bastante mais inteligentes que os homens.
            A pouco e pouco, as mulheres foram usando as suas qualidades de comando e foram subjugando os homens ao ponto de quase se tornarem escravos delas salvo raras excepções (os tais maridos) e mesmo assim, tinham sempre de prestar contas de tudo o que faziam às esposas. Eram tempos difíceis para eles pois homens e mulheres e mesmo clãs diferentes não se conseguiam entender de forma nenhuma por isso estavam sempre em guerra uns com os outros.
            Finalmente despediram-se e preparavam-se para partir quando uma menina morena com cerca de 12 anos, chega perto de Sarah e lhe dá um brasão mais pequeno mas igual ao da princesa e segredou-lhe:
            - Parta-o já ao meio e dê metade ao rapaz para os dois terem sorte!
            Chegam então à Terra sãos e salvos e mal chegam ao pequeno armário saúdam alegremente Joe, que tenta falar com eles mas estão demasiado cansados para dizer e contar seja o que for. Descem as escadarias e chegam à porta quando Mike vai a entrar, mas mal o vêem e passam por ele distraidamente.
            Vão a um hotel onde pedem um quarto de casal e mal chegam ao quarto, Sarah diz a Olivier:
            - Será que tudo não passou de um pesadelo?
            - Não sei. Mas quero dizer-te uma coisa - hesita.
            - Diz!! - incita Sarah pronta a ouvi-lo.
            - Eeeh!.. Amo-te loucamente e quero que cases comigo! - desabafa Olivier encorajado.
            - Proposta aceite! - beijam-se ternamente.
            No dia seguinte, procuram cada um a sua metade do brasão mas não as encontram.
           - Será que não passou tudo de um pesadelo? - pergunta Sarah novamente.
            - Talvez, talvez...
            No fundo tinham um pressentimento de que alguma coisa teria que ser real!...
 
 
                         MISTURAR O SONHO COM A IMAGINAÇÃO...
                         ...MAS NÃO SERÃO OS DOIS O MESMO?...
 
 
                                                   FIM     
publicado por patinha-rebelde às 18:26
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